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10/07/2013

Piores maneiras de morrer na natureza

O risco é o que nos atrai às aventuras, mas qualquer um que resolva ir para algum lugar selvagem deve estar preparado: na natureza, existem incontáveis formas de morrer. Confira as mais desagradáveis, ignominiosas, e terríveis delas:










Morto por um castor

A piscina dos castores é convidativa. Com temperaturas em torno dos 32°C, você decide fazer um mergulho após uma caminhada.
Você está nadando de volta à beirada quando sente uma dor do tornozelo à coxa. A perna direita balança inútil enquanto você se bate na água rasa. Agarrando-se a algumas algas, você consegue chegar à beirada.
Você se arrasta pra fora da água, e vê uma grossa faixa vermelha na piscina. O sangue corre de sua perna enquanto você chama por socorro, com os dedos trêmulos no celular.
Você nunca chegou a ver o culpado aquático, um roedor ferozmente territorial com mandíbulas poderosas, capazes de derrubar uma árvore de 90 cm de diâmetro. Quando o socorro chega, você já morreu de hemorragia por causa de uma artéria cortada, e um tendão de aquiles rompido.

Morto por um urso

Em uma tarde serena na Sierra Nevada, você admira o pôr do sol da varanda da cabana. Um barulho que parece uma trovoada atrai a sua atenção e você vê, à esquerda, um enorme urso negro em disparada na tua direção, a boca cheia de baba.
Você sabe que ataques fatais de ursos são extremamente raros, algo como duas pessoas por ano, e hesita. Mas este macho solitário e faminto sentiu o cheiro do seu lixo e agora está caçando você.
Você salta e corre para dentro da cabana, achando que está seguro. Um minuto mais tarde o animal arrebenta uma janela e entra. Você bate latas e panelas, sem resultado, e então corre para o quarto. Normalmente, o urso fugiria, mas, hoje, ele te segue.
Ele te acerta no ombro, te derrubando. Te segurando com as patas, ele arranca teu escalpo com os dentes. Você o ouve arranhar teu crânio enquanto sente dores terríveis. Em uma tentativa desesperada de se defender, você rola, e acaba expondo a garganta. O urso morde.
No dia seguinte, guardas florestais abatem o urso quando ele tenta invadir outra casa. Eles encontram restos humanos no estômago do mesmo.

Morto por um Casuar

Imagine-se em um acampamento, em algum ponto da região nordeste da Austrália. Você se afasta da fogueira, percebe um risco azul e ouve um som muito baixo para ser um pássaro e muito alto para ser um trovão.
Você resolve investigar, caminhando com cuidado, até dar de cara com uma ave de 1,80 m de altura e 58 kg. Você a examina, mas não percebe sua garra de 12 cm do dedo do meio. A ave parece mansa, só que já foi alimentada várias vezes por outras pessoas, e agora espera que você a alimente também.
Você sabe que não se deve alimentar animais selvagens, mas joga a latinha de cerveja na direção dela. A ave não se move e você resolve ser um pouco mais valente, e avança em direção à ela, fazendo um falso ataque. Ela move a cabeça e você acha que ela vai atrás da cerveja, mas, em vez disso, ela te ataca.
Repentinamente, você se torna uma das 221 vítimas de ataque de casuares. Você ri e se vira para correr, achando que o velociraptor moderno é fácil de deixar para trás. Você está errado. A ave é capaz de correr até 50 km/h, acompanhando você facilmente.
O pássaro chuta e você tropeça em um tronco. Em uma fração de segundos, ele salta cerca de 1,5 m no ar, caindo ao lado do seu pescoço. Você cobre a cabeça com medo enquanto o casuar se aproxima. Com um chute poderoso, ele abre uma ferida de 1,5 cm na sua carótida.
Um vizinho ouve teus gritos e afasta o casuar. Oito minutos depois do corte, você fica inconsciente. O campista tenta estancar a hemorragia, mas não consegue. Você se torna a segunda pessoa, desde 1926, a ser morta por um casuar.

Insolação

Temperatura do corpo: 38,33°C. Você ignora o fato que a temperatura do ar é quente demais para uma competição de bicicleta, afinal de contas, se chegar ao topo, você ganha!
38,89°C, a cada pedalada, a temperatura do corpo aumenta um pouquinho. Você está na zona da “febre de exercício”, que atletas treinados conseguem suportar sem problema.
39,44°C. A cada 9 segundos, cada uma das duas milhões de glândulas sudoríparas expele uma gota de umidade por um poro, e então se recarrega. Sem o mecanismo de resfriamento do suor, o esforço aumentaria 1°C a cada minuto, e você sofreria uma insolação em 12 minutos.
40°C, a subida fica mais íngreme e você fica em pé sobre os pedais. Você sente dores nos bíceps, batata da perna e músculos abdominais – são as cãibras de calor, que se acredita serem o resultado de perder muito sódio pelo suor. O coração bate, mas não consegue manter as veias e artérias cheias. Elas estão dilatadas ao máximo para eliminar o calor do interior do corpo. A pressão baixa, o cérebro começa a perder oxigenação, e a visão fica turva.
40,56°C, você começa a alucinar. As dores passam, a linha do final está à frente. Você sabe que venceu, mas por algum motivo não tem ninguém esperando. Você sai da estrada e cai em um barranco. Tudo fica preto.
41,11°C, deitado inconsciente, você sofre uma insolação. A taxa metabólica celular – a velocidade com que as células transformam combustível em energia – acelera. Teu corpo está cozinhando por dentro.
41,67°C Você vomita repetidamente, e seu esfíncter afrouxa.
42,78°C, todos os teus músculos estão em convulsão.
43,33°C a 45°C, as mitocôndrias e proteínas celulares dissolvem. O coração e pulmão começam a sofrer hemorragias. O sangue coagula nas veias. O calor danifica o fígado, rins, cérebro, e perfura a parede intestinal. As toxinas das bactérias intestinais entram na corrente sanguínea, o que poderia causar um choque séptico. O coração para.
Você é encontrado no fim da tarde, bem depois do fim da corrida. Não tem mais pulso, mas o corpo ainda está quente.

Morrer em uma queda

Você não tem tempo para sentir medo. Centésimos de segundos depois de perder o apoio, o reflexo do susto entra em ação, e seus braços se esticam para agarrar alguma coisa. Mas não há nada para se agarrar. Você está em queda livre, sem corda e sem um colega para te segurar. Você se pergunta no que estava pensando, mas é muito tarde. A gravidade acelera o seu corpo e você cai 9 metros – a altura de um prédio de 3 andares – em 1,4 segundos.
Você ouve um “crack”, sua perna direita atingiu uma projeção da parede e você rodopia por mais 6 metros antes de cair numa laje de granito, com o vale a 30 metros abaixo.
Você tenta respirar, mas a força da queda comprimiu seu diafragma, expulsando o ar dos pulmões. Você consegue arquejar espasmodicamente uma, duas vezes, então uma onda de náusea cresce e você vomita seu lanche. O corpo instintivamente sabe que vai precisar de toda energia possível, e a digestão do café-da-manhã vai consumir muita energia.
Você então nota algo, parece um galho, destacando-se do nylon da sua calça. Uma segunda olhada e você percebe que é seu fêmur direito, despedaçado em uma fratura exposta, com sangue fluindo do ferimento na cintura. Mas você não sente dor, pelo menos não muita, ou melhor, ainda não. O bloqueio da dor é obtido através de muita endorfina nos terminais nervosos.
Ao mesmo tempo, você experimenta o que os médicos de emergência chamam de “hora dourada”, quando, logo após um trauma, seu corpo pode manter a pressão sanguínea apesar da hemorragia. Você sente uma dor surda no torso quando atinge o chão; não só quebrou as costelas da nona até a décima-
segunda, mas também rompeu o baço, um órgão do tamanho de um pulso, no lado esquerdo do abdômen, responsável por filtrar o sangue. O sangue está fluindo lentamente para a cavidade abdominal.
Você chama o número de socorro no celular, mas o sinal está bloqueado pelas paredes do cânion. Quando um caçador vê seu corpo vários anos mais tarde, os ossos dos seus dedos ainda estão em torno do plástico desgastado do seu celular.

Afogamento

3 segundos. Você acabou de virar o caiaque em um buraco no meio do rio, e consegue engolir 5 litros de ar para dentro dos pulmões antes de cair de cabeça nele. Como o ar tem 20% de oxigênio, isto significa que você tem 1 litro de oxigênio nos pulmões. A água fria dispara a “resposta de mergulho” no seu corpo: sua taxa de batimentos cai, e as veias e artérias se contraem, canalizando o sangue oxigenado para o cérebro e órgãos, em vez dos membros.
12 segundos, você tem 825 ml de oxigênio. Um ser humano normal pode prender a respiração por 90 segundos antes de desmaiar. Você começa a sentir o estresse nos pulmões, e sensores no cérebro estão percebendo o aumento de dióxido de carbono no sangue, sinalizando aos pulmões que devem exalar.
37 segundos, e seu sangue que é normalmente vermelho pela oxigenação está ficando azul. Você sente o aumento de ácido lático nos braços e pernas devido à falta de oxigenação. Você coloca a cabeça para fora da água, e consegue liberar dióxido de carbono, mas quando começa a inspirar, o buraco te puxa para dentro. Você engasga, e sua laringe começa a sofrer espasmos devido ao reflexo de fechar para manter os pulmões sem água.
1min23s, 220 ml de oxigênio sobrando. Você perde a consciência. A água que foi inalada lava o surfactante, uma cobertura proteica que impede o colapso dos pulmões. Se for salvo agora, você pode morrer algumas horas depois devido a um “afogamento secundário”, à medida que os pulmões se enchem de fluido.
4min21s, o fraco batimento cardíaco joga algum oxigênio residual ao cérebro. Em terra firme, os danos cerebrais começam cerca de quatro minutos depois que a respiração para. Depois de dez minutos, as chances de recuperação são quase zero. Estes tempos são menores para vítimas na água, principalmente água fria.
19min36s. Exceto pelos impulsos elétricos fraquíssimos, seu cérebro parou de funcionar. O corpo normalmente afunda, e depois volta a flutuar quando se enche de gases resultantes da decomposição. Ainda vestindo o colete salva-vidas, ele gentilmente gira em uma corrente 800 metros adiante.

Paralisado por polvo de anéis azuis

Você tirou o polvo da água por poucos segundos. Ele mudou de cor, mostrando anéis azuis. Quando você o devolve ao oceano, percebe uma gota de sangue na sua mão. Você nem mesmo sentiu a mordida.
Não há presas, nem ferrão. Você foi mordido por um polvo de anéis azuis, e a neurotoxina tetradotoxina, 10.000 vezes mais tóxica que o cianeto, foi injetada 5mm dentro da sua pele, e agora viaja pelo seu corpo. Em alguns minutos, sua boca fica seca. Logo depois, a face e a língua ficam entorpecidas, até que você perde a capacidade de falar e caminhar se torna impossível.
Sua namorada chama por uma ambulância depois que você colapsa, mas você fica consciente enquanto a neurotoxina paralisa o seu corpo. Os paramédicos lhe colocam de lado para que você não sufoque no próprio vômito, mas eles não sabem mais o que fazer, e você não consegue falar a eles das suspeitas que tem do polvo.
Quinze minutos depois da mordida, seus músculos responsáveis pela respiração estão paralisados. Você fica inconsciente, e o coração continua batendo – até a asfixia.

Morto por uma lesma marinha

A praia está coberta de conchas, mas uma lesma em forma de cone, com tons de bege e ferrugem, chama a sua atenção. Você se abaixa e a pega, colocando-a no bolso. Imediatamente, você sente uma dor intensa na perna direita e dificuldade de respirar.
Você suspeita que uma das conchas deve ser a culpada, então joga todas fora e continua caminhando em direção ao acampamento. O andar vai ficando mais difícil. A perna direita está amortecida. Você fica preocupado e tira o shorts, e percebe uma pequena marca parecida com uma ferroada.
Quinze minutos depois da lesma ter lhe arpoado, com uma mistura letal de mais de seis peptídeos, você sente uma forte dor de cabeça. A perna direita continua a inchar, e você engole uma aspirina para a dor e vai em direção à fogueira. Em seguida, você começa a vomitar. Sem apetite, você manca de volta para a tenda.
A fala fica enrolada – não que tenha alguém para lhe ouvir – e você vai ficando paralisado. O veneno da lesma bloqueia os canais de cálcio e sódio no sistema nervoso central, causando paralisia.
Quando um amigo preocupado vai checar a sua barraca de manhã, encontra você coberto de vômito – e sem pulso.

Morto por abelhas

Você ouve primeiro um zumbido indistinto. Você chega ao próximo ponto de apoio, ignorando o zumbido, quando sente uma ferroada no polegar direito. Confuso e alarmado, você olha para cima e vê uma colmeia.
As primeiras ferroadas não te colocam em perigo, você não é alérgico. Mas seu destino foi selado por elas. Cada ferroada é acompanhada de um ferormônio de alarme, com cheiro parecido com banana, e coloca o resto da colmeia em um frenesi de defesa.
As abelhas começam a chover da colmeia. Cada polegada do teu corpo é ferroada, mas elas parecem ter preferência pela cabeça e pescoço, áreas bastante vascularizadas. Tentando afastá-las, você acaba engolindo um punhado de abelhas, que ferroam sua garganta.
Seus amigos lhe salvam, mas você está coberto com mais de mil ferroadas. A dose letal em humanos é estimada entre 500 e 1.200 ferroadas. Mas você ainda pode receber medicação. No penhasco, você começa a vomitar e a sofrer de diarreia e incontinência, mas seus amigos ainda estão lhe ajudando a percorrer a trilha até os paramédicos e lhe levam ao hospital.
Um dia depois, você sai do hospital, com boa saúde. O que você e os médicos inexperientes não sabem é que você estará morto em uma semana. As proteínas do veneno estão dissolvendo células sanguíneas e tecido muscular, liberando detritos. À medida que se acumulam, os rins entopem e você começa a sofrer de falência renal. Dois dias depois, você volta ao hospital e morre antes que os médicos consigam iniciar uma diálise.

Morto por uma pinha

Sem que você saiba, algo sinistro se esconde nos galhos acima da sua cabeça. Uma bala de canhão de 10 kg solta-se do galho e cai na direção da sua cabeça enquanto você passeia sob o antigo pinheiro.
A pinha gigante cai de 27 metros de altura, acelerando até uma velocidade de mais de 9 metros por segundo, caindo com a força de uma bola de boliche de um prédio de nove andares.
Você ouve algo se quebrando e olha para cima a tempo de ver um objeto espinhoso, verde e aerodinâmico caindo em direção ao seu rosto. Se você não estiver usando um capacete, é o fim.

Segundo o site Outside Online, hypescience

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